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Processo seletivo para surdos: saiba como realizar

Atualizado: 16 de mar.

Tecnologias assistivas e intérprete de Libras: saiba como realizar um processo seletivo para surdos em sua empresa


Mulher em processo seletivo para surdos


No ano de 1988 foi promulgada a nova Constituição Federal que regeria as relações sociais no Brasil. Também conhecida como “Constituição Cidadã”, esta levou tal denominação por buscar reparar os danos causados aos direitos humanos durante os 20 anos anteriores.


Dentro da noção de cidadania, engloba-se as pessoas com deficiência (PCD), as quais devem estar incluídas não apenas na lei, mas também, na prática social.


Tendo em vista que o direito ao trabalho é um dos direitos fundamentais da constituição brasileira, é de extrema importância que empresas criem um processo seletivo para surdos como forma de garantir o cumprimento das regras sociais e de exercer a cidadania.


Com a Lei de Cotas, de 1991, foi incorporada na constituição federal a obrigatoriedade de destinar de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência, em empresas que tenham de ter entre 100 a 200 empregados.


Anos mais tarde, em 2015, a Lei nº 13.146 determinou, em seu 35º artigo, que é “finalidade primordial” que as empresas e instituições públicas garantam condições de acessibilidade e de permanência da pessoa com deficiência no local de trabalho.


Portanto, é dever legal que tais condições sejam garantidas, assim como é direito fundamental da PCD ter acesso ao trabalho. Separamos algumas dicas para tornar sua instituição mais inclusiva e justa.


Tenha sempre intérpretes de Libras na empresa


Se seu negócio pretende implementar o processo seletivo para surdos como prática constantemente veiculada nos momentos contratuais, é de extrema necessidade garantir que haja ao menos um intérprete fluente de LIBRAS no corpo de funcionários da entidade. LIBRAS é o meio pelo qual as pessoas surdas se comunicam.


Por isso, é imprescindível zelar para que profissionais alfabetizados nesta língua componham o grupo se deseja de fato a inclusão e a cidadania.


Entretanto, vale lembrar o seguinte: muitas empresas têm intérpretes, mas devido ao tamanho de algumas delas, o número reduzido de servidores formados em LIBRAS compromete a inclusão nos processos seletivos.


Isso significa que as companhias precisam investir na formação e capacitação de seus trabalhadores, oferecendo cursos de formação continuada para buscar sempre fazer crescer a quantidade de profissionais habilitados na área.


Para garantir a inclusão e a cidadania das pessoas com deficiência no local de trabalho, é importante que as empresas criem processos seletivos para surdos e que cumpram a Lei de Cotas, que determina a destinação de vagas para pessoas com deficiência.


Além disso, é fundamental que as empresas tenham intérpretes fluentes em Libras para garantir a comunicação adequada e inclusiva com os candidatos surdos durante o processo seletivo.


No entanto, é preciso investir na formação e capacitação de profissionais habilitados em Libras para que a inclusão seja efetiva e justa. Assim, as empresas podem cumprir seu papel social e contribuir para uma sociedade mais inclusiva e justa.


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