Ego Social: Consumismo exagerado

Audiodescrição: Documentário com efeito de animação que ilustra, planeta terra, fábricas, casas e lixos. Na tela principal, uma mulher de pele clara, cabelos amarrados, louros escuros, veste uma camisa azul clara com calça clara. Durante suas falas aponta para os respectivos desenhos que aparecem conforme o contexto.
Documentário Story of Stuff (História das coisas) na versão em Libras: Clique aqui

O documentário Story of Stuff (História das coisas), produzido por Free Range Studio com a autoria de Annie Leonard, foi lançado em 2007, com o objetivo de alertar a cultura extremista do consumismo. Este filme, nos faz reconhecer os cincos passos que leva a produção exagerada que são:

1) extração, 2) produção, 3) distribuição, 4) consumo, 5) descarte.

 

Em formato de animação, o documentário ilustra a nossa real situação: vivemos numa bolha irreal, em que se não fizermos nada, ou seja, se não pensarmos em uma inovação a fim de PARAR com essa logística do capitalismo, vamos simplesmente MORRER. O nosso planeta terra que está sendo explorado e que não está sendo replantado daquilo que é retirado, estamos falando da degradação biológica, o descontrole do desmatamento. Essa extração da matéria prima que passa por transformações químicas e tóxicas e que colaboram para a poluição e que estão presentes em nossos lares.

Essa charge ilustra o que vivemos atualmente, pois o tempo todo somos bombardeados de influências tecnológicas que nos dizem sempre: COMPRE MAIS e COMPRE MAIS. Esse mantra que recebemos desde quando ligamos a televisão, rádio, estão presentes nos celulares, nos computadores e em qualquer outra mídia comunicativa. Sempre incentivando a população a consumir mais, pois se não comprar não está na moda, se não está nos padrões sociais, simplesmente você está desatualizado, ou inferiorizado. Esta mesma lógica, serve quando você não tem um determinado produto que é popular, você é questionado em que mundo você vive. Um exemplo simples é: Todos tem celular que tem acesso a internet, isso é algo bem comum, certo? Mas se um indivíduo tem um celular, que não liga a rede de internet, as coisas começam a ficar interessantes, pois as pessoas perguntam - Como você vive nesse planeta sem acessar a internet? Como você consegue? São perguntas, que parece que se você não tem um aparelho com acesso a web, você veio de outro planeta é um “ET”. São essas coisas que geram desigualdades sociais, pois se não tem o que a mídia fala que todos devem ter, está excluído da sociedade. Essas práticas de comprar pra ficar na moda, é um vício que sustenta o crescimento econômico e faz com que a população fique neste ciclo de consumismo que não tem sentido algum. Mas que no final das contas é o próprio ser humano que paga pelas consequências de alimentar o capitalismo, pois as florestas estão acabando, pessoas estão ficando cada vez mais doentes, tudo isso é incoerente, matamos para nutrir o nosso ego social. 

 

O que podemos chamar de inovação, pode ser uma armadilha para sustentar as desigualdades sociais, pois vivemos na era digital, em que tudo pode estar conectado em qualquer lugar e em qualquer hora e com uma grande velocidade podemos atravessar o mundo em segundos e ao mesmo tempo é possível criar muros a fim de ter desconexões sociais. Pois estamos numa dependência do que podemos chamar de “chupeta digital”, o que teoricamente poderia ser chamado apenas para bebês e crianças, mas que esse termo cai bem quando colocamos diante de adolescentes, adultos, idosos. Todos hibernados numa rede que conecta vários seres mas que ao mesmo tempo cria deslaços sociais. Aquilo que poderíamos chamar de passatempo  com os amigos e familiares, foi bruscamente alterado para "passatempo digital”, onde tem um indivíduo numa tela e o outro ser do outro lado do mundo em que ambos podem se conectar e ter uma intimidade profunda do que ter com a pessoa que o que conhecemos desde do nosso nascimento. 

 

Em 2020 a Netflix, lançou um documentário chamado “O Dilema das Redes”, dirigido por Jeff Orlowski, que mostra claramente como as redes sociais são altamente manipuladas para interagir com o humano de forma intuitiva comercial. Este filme despertou interesse em descobrir por que as pessoas são tão dependentes de mídias digitais e como as fazem se viciar. Neste documentário, contou com a participação de desenvolvedores que criaram as maiores redes sociais, e que nos conta abertamente, como o sistema é programado para viciar o cérebro de usar de forma descontrolável, as redes sociais. É incrível, pensarmos que as redes sociais nos manipulam ao consumismo e dependência digital. 

 

Para assistir o documentário da Netflix clique aqui. 

 

Podemos concluir que essa conexão líquida, em que tudo está bem e no outro está tudo obscuro, o que pensamos que pode nos preencher esse vazio, mas que na verdade nada parece saciar esse buraco de solidão. A inovação social, não deve ser resumida em apenas ter um determinado produto para se sentir bem e incluído e  sim uma solução em que todos possam estar juntos sem precisar comprar algo para nos fazer bem e se conectar com quem temos perto. 



 

Conheça outros projetos da Story of Stuff

https://www.storyofstuff.org/

 

Conheça o documentário na Netflix que chama "Seaspiracy: Mar Vermelho" que fala sobre extinção da vida oceânica. É muito importante assistir, pois a vida marinha está morrendo... E precisamos ajudar de alguma forma.

 

Clique neste link pra assinar a petição:

https://bit.ly/3mWQD4d

 

Clique neste link abaixo pra assistir o documentário:

https://www.netflix.com/title/81014008?s=a&trkid=13747225...

Autora: Rafaela Adle 

Atualizado em 03/07/2021

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Audiodescrição: Desenho em preto e branco com título em letras grandes: “CUIDADO! Ou o consumo pode te consumir” no centro três sacolas cheias de vários itens de compras, e apenas aparece o braço de uma pessoa que tenta segurar as sacolas grandes que tampa a sua cabeça e suas pernas estão trêmulas, pois as sacolas estão pesadas.